quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Dívida pública: celeuma internacional


"La economía del bien común es presentada como una alternativa tanto al capitalismo de mercado como a la economía planificada." (La Economía del Bien Común, Christian Felber). 



Segundo dados do The World Factbook (CIA), o Brasil ocupa a 23ª posição no ranking dos maiores devedores da dívida externa mundial. A Venezuela fica na 46ª posição, enquanto os EUA encabeçam o topo da lista.  

O jornal Russia Today, em sua versão espanhola, analisa a origem da dívida: "flujos financeiros internacionales" realizados "en los años setenta del siglo pasado". A publicação elenca soluções, dentre as mais plausíveis: regulação dos bancos e fluxos financeiros internacionais; mecanismo independente, justo e transparente para a arbitragem da dívida pública; reestruturação da dívida, evitando-se o anatocismo.

O problema é que o lucro estratosférico - e injusto - dos credores internacionais oprime o orçamento do Estado, impedindo maiores investimentos na qualidade de vida dos cidadãos.

O sistema também alimenta-se das crises, como se verificou na questão grega, onde a classe média passou a mendigar nas ruas. Houve, decerto, o resgate financeiro (aceito apenas para não eclodir o caos social na Zona do Euro) mas não o alívio da dívida (como defendido pelo FMI) - o que deverá ser revisto futuramente. 

Todos esses pontos nevrálgicos poderão ser debatidos pelas grandes lideranças políticas, inclusive como medida profilática para obstar a catastrófica bolha especulativa de 2008, de forma a impulsionar corretamente a bússola econômica global.