sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Discurso do STF na China

Em visita à Universidade de Pequim, na China, em setembro passado, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) proferiu o seguinte discurso em inglês, no qual ressaltou os princípios do Judiciário para com a "credibilidade, acessibilidade, ética, imparcialidade, modernidade, honestidade, responsabilidade social e transparência" (pág. 6):

http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/Discurso_presidente_na_China.pdf

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Gramsci e as jabuticabas

O diretor financeiro do Diretório Acadêmico lia Gramsci no recreio, e fazíamos inúmeras reuniões noite adentro para debater os assuntos estudantis; uma das preocupações era pagar o leasing da máquina de fotocópias, pois o caixa estava sempre no vermelho; e, óbvio, combater o aumento abusivo das mensalidades, no degelo do Cruzado 2. Ingenuamente, queríamos mudar o mundo.

Em 1988 houve eleições para a Câmara Municipal. Havia uma moreninha com olhos de jabuticabas que trabalhava num açougue, próximo à parada do ônibus no Mercadão, onde eu descia para o estágio no escritório de advocacia. Algumas vezes os nossos olhares se cruzavam; ela era sobrinha do então prefeito - mas na faculdade era uma anônima.

Qual não foi a nossa surpresa quando, na televisão do Diretório, vimos-na no horário eleitoral em campanha para vereadora. O fato era até motivo de piada. Pois foi eleita a primeira vereadora da cidade. Cem dias após a posse, em 1989, faleceu tragicamente num acidente de veículo no Guarujá. O tio prefeito, em luto, batizou um bairro na zona norte em sua homenagem.

Fiquei chocado com a morte dessa moça, colhida na flor da idade, e até hoje recordo os seus meigos olhos de jabuticabas. Quando comentei o episódio, emocionado, na roda do Diretório, ouvi do diretor financeiro algo ríspido - totalmente inusitado e desumano, talvez pelo fato de que a vereadora falecida fosse tida como representante da burguesia e da "direita" -: "já foi tarde!".

Algum tempo depois, esse tal diretor das finanças, já formado, fora igualmente ceifado em sua juventude - o que me causou também certo estarrecimento; um amigo que o viu no caixão disse que o corpo estava totalmente inchado pela hepatite. Dele, fica a imagem de um jovem trigueiro, de bigodes negros, lendo os tomos do Gramsci nos intervalos das aulas. Da vereadora morta, os belos olhos de jabuticabas.

De volta a 1989

A eleição presidencial de 1989 estava acirrada também na faculdade de Direito, onde eu estudava e dirigia o jornal do Diretório Acadêmico. A Constituição Federal havia sido recentemente promulgada, havia um clima de euforia e grandes esperanças no ar. Até colhi um autógrafo do então senador Fernando Henrique Cardoso na tradução que fizera d'O Espírito das Leis, do Montesquieu, quando esteve em comício na cidade.

Alguns meses antes, havia participado do congresso da UNE na Unicamp, e recordo-me de uma reunião das células do PCB no gramado do jardim, que deu em nada; no retorno, fiz um relatório, lido em todas as classes da faculdade, onde pontuava a discussão contra o reajuste das mensalidades escolares autorizado pelo Governo Sarney (décadas depois, quando estive no Senado em Brasília, por acaso, vi o ex-presidente maranhense naquela pequena arena azul, e impressionou-me os seus sapatos rotos).

Nós, do Diretório, engajamo-nos na campanha socialista; andávamos com bottons do Lula nas lapelas. Entretanto, a elite estudantil local era "collorida", e de líder, passei a ser perseguido, triturado e cuspido por maquinações despropositadas. Houve, sim, naquele tempo, uma ferrenha oposição ao meu nome, uma tática de queima política levada a cabo por gente de caráter duvidoso dentro da faculdade. Soube mais tarde pelos jornais locais que um desses opositores - que me achincalhava - fora espancado por seguranças de uma boate, quase vindo a óbito, e claudicava por aí, com pinos na perna.

Lula, ex-operário comunista, é presidente do país. O meu interesse atual pela práxis política é mínimo, quase nulo. Vi como é difícil - quase quixotesco - lutar ideologicamente em prol do bem comum. As pedradas vêm e se é posto numa cruz de madeira, em crucifixo. Procuro fazer o bem dentro do meu microcosmo. Afinal, como nas fábulas de Ésopo, o tempo é o senhor da razão.

http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Se pode complicar, para que simplificar?

Incrível como determinadas questões são impostas do topo da pirâmide para complicar a vida de quem (sobre ou sub)vive na base (daqui a pouco, focinho de porco será tomada):
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1156786-7823-NOVOS+MODELOS+DE+TOMADAS+E+ADAPTADORES+CHEGAM+AO+MERCADO,00.html

sábado, 7 de novembro de 2009

Nas águas do Amazonas

http://www.temmais.com/blog/amazonia/

Nervous breakdown em 1989

Nessa entrevista ao Le Monde, Gorbachev relembra quando a história saiu dos trilhos em 1989 com a implantação da Perestroika. Naquela época, a esquerda - eu incluso - viveu o seu dramático nervous breakdown (como diria Paulo Francis). Depois da Queda do Muro de Berlim e da derrocada do comunismo, acreditar no quê? No Brasil, clamava-se por "uma ideologia para viver", enquanto Lula perdia as eleições e a direita festejava a vitória do Collor e o surgimento da globalização. Atualmente, o conceito clássico e ingenuamente romântico de esquerda e direita se esboroou, as forças políticas então antagônicas forjaram a criação de uma nova plataforma político-econômica (os blocos econômicos: Comunidade Europeia, Mercosul, Alca etc) e o máximo de ideologia a que aspira a nova geração é usar roupas de grife e postar no Twitter. É o efeito colateral do neoliberalismo, levado à UTI pela bancarrota dos EUA (leia-se financiamento da Guerra do Iraque pelo Bush). Às vezes, tenho a estranha sensação de que o tempo parou em 1989; e os utópicos foram moídos e canabalizados.

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2009/11/07/ult580u4021.jhtm

Um anônimo famoso: http://tvig.ig.com.br/183275/colunista-relembra-queda-do-muro-de-berlim.htm

Depoimentos: http://oglobo.globo.com/mundo/murodeberlim/

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Kindle 2

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/tecnologia/2009/11/05/227507-exclusivo-testamos-o--kindle-leitor-de-livros-digitais-da-amazon