terça-feira, 2 de junho de 2015

Êxodos urbanos


O fluxo migratório ilegal preocupa a Europa, sobretudo no Mar Mediterrâneo. Barcos vulneráveis com refugiados de guerra do Chifre da África e também da Ásia, comandados por mercenários, afundam - afogando sonhos de gente humilde e desesperançada. 

A vigilância profilática nessa área é intensa,  através das agências Frontex (baseada em Varsóvia) e Eurosur (em Roma). O objetivo não é só conter a imigração clandestina fronteiriça ou marítima, mas também salvar vidas. Para isso, são utilizados satélites, radares e aviões de reconhecimento. Além de veículos equipados com visor térmico. A Agência Europeia de Defesa (EDA) cogita operar drones de dupla utilização civil-militar a partir de 2020. São os denominados drones MALE (Moyenne Altitude Longue Endurance), com o escopo de prevenir crimes fronteiriços - como o tráfico de drogas, roubo de veículos, terrorismo etc.



No Brasil, há o controle por radar, ao norte - na região amazônica. E a polícia na tríplice fronteira, ao sul.

Desde o devastador terremoto de Porto Príncipe, em 2010, mais de 20.000 imigrantes refugiaram-se no país, pelo Acre. Foram, ou ainda estão sendo, regularizados como refugiados climáticos. A grande maioria encontra-se na Capital paulista em busca de trabalho e melhores condições de vida. 

Aproximadamente 20% da população de Lisboa migrou para outras localidades na última década, segundo dados da UE, registrados na Wikipédia. 

A UE está com projeto de USE 56 milhões para resolver o problema imigratório, com lastro no Acordo de Schengen (1985).  Até o momento só estabeleceu rodízio de cotas para realocar os refugiados. 

A ideia é refutada pela Inglaterra, cuja má política é processar, às vezes enclausurar e expulsar os imigrantes ilegais (o preconceito é contra os pobres). O argumento é o estouro orçamentário e o desemprego. 

Porém, a boa tática seria a chancela de convênios diplomáticos entre os países envolvidos que efetivamente facilitassem a imigração, com respaldo da ONU e respectivas embaixadas. 



Com isso, estabelecer-se-iam forças-tarefas para triagens prévias, com debriefers. Certamente haverá, como em qualquer repartição estatal, captação de dados biométricos e faciais para identificação civil e prevenção de delitos. As embaixadas e consulados agiriam em conjunto, de acordo com o binômio necessidade-possibilidade de cada país. Em casos extremos, como fome, genocídio e catástrofes climáticas, emitiriam salvo-condutos provisórios. Tudo supervisionado pela ONU e demais organismos humanitários. 

Nos EUA, a Administração Obama pretende regularizar a situação dos ilegais - sobretudo hispânicos. A proposta encontra-se atualmente em trâmite no Senado. 

O Brasil deve a sua pujança econômica, em grande parte, à imigração italiana e japonesa do século passado, advinda das hecatombes bélicas. Agora acolhe a nova onda de imigrantes haitianos e chineses, por motivos diversos, que contribuirão para a potencialização do PIB.