terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O trunfo de Trump



A economia mundial deverá crescer 1,8% neste ano. O objetivo seria 2,7%, conforme informações oficiais.

No Brasil, com o quadro de desemprego em 12%, a evolução projetada do PIB será de 0,2%.  

Não obstante, em praticamente todas as economias capitalistas do planeta o pagamento dos "credores" da dívida pública continua sendo realizado meticulosamente, desequilibrando as quotas necessárias de investimento estatal à população (principalmente no tripé saúde, educação e habitação).

O cálculo aproximado equivale a 45% do orçamento federal brasileiro. Daí o lançamento de N planos de salvação da economia para ajuste das contas, desde a década de 1970. Nem a esquerda nem a direita reverteram a situação.  A lista dos "credores" sequer é fornecida pelo Banco Central, cf. relatório da Auditoria Cidadã. Os brasileiros pagam os juros onzenários de tal "dívida" - que estaria prescrita se não fosse o Plano Brady para a América Latina. 


  Trump, vitorioso no voto indireto: o  outsider poderá reinventar-se politicamente  com auditoria da dívida pública e criação de empregos sem protecionismo
                                                        

Acontece que os EUA também têm dívida pública, com credores do setor bancário e financeiro que devoram o orçamento federal. Da mesma forma, em proporção menos dramática, há restrições de investimentos orçamentários.  O tema poderá ser objeto de enfrentamento por uma liderança destemida, que ponha abaixo as peças desse dominó maléfico. 

É este, basicamente, o empecilho para o empoderamento do Estado e dos povos. Tem-se registro de que apenas o Equador saneou o balanço orçamentário, pagando os credores com deságio de 70% após rigorosa auditoria.



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                                               Senat 2017: budgétaires na pauta do debate


O Senado francês enxugou o déficit orçamentário ano passado, permitindo mais investimentos sociais.

É uma luz a ser seguida - e Trump poderia dar o xeque-mate na questão, incitando as demais nações a resolver essa distrofia das finanças internas. 

Segundo Piketty, tais desequilíbrios são 4 vezes maiores do que a desestabilização externa do sistema financeiro (global imbalance)

Se o sistema financeiro mundial sustenta-se através desse jogo medonho, com exploração máxima dos cidadãos, chegou a hora de mudar as regras. 


Bismarck em 1836: xenofobia e protecionismo econômico resultaram no surgimento do 3º Reich



As medidas de protecionismo, e rusgas equivocadas com a China ou o México, não resolverão o problema fulcral.  Poderá haver mais caos mundial.

Quando o orçamento for elaborado (e cada país adota ano fiscal diverso), Trump terá que lidar com os credores - "sócios" vorazes do Estado. A questão é detectá-los e ordenar um plano para limitar a derrama. 

No Brasil, nada disso foi feito, o povo sofre por falta de investimentos eficazes, a economia encontra-se em lentidão.


              Governadores mexicanos contra a xenofobia e o protecionismo trumpista



Este é o primeiro passo para Trump impulsionar a economia dos EUA (ainda na liderança do Capitalismo) e do mundo, reinventando-se politicamente. 

Não dá para manter o sistema quo vigente e para isso Trump, que é tido como um "outsider", elegeu-se no colegiado. É fato que os seus eleitores querem melhorias significativas. 

Deverá manter e aprimorar a estrutura do Welfare State legado por Obama (the Affordable Care Act - Obamacare), os acordos climáticos da COP21 de Paris, e demais direitos civis da nova geração. Se revogá-los, será absolutamente impopular, propiciando clímax negativo.  

Poderá utilizar a sua vasta expertise empresarial para a expansão de empregos, sem valer-se de ocasionais ojerizas protecionistas. Os acordos múltiplos entre nações e blocos comerciais são essenciais à governabilidade e paz social. 



                           Os Obamas: ícones pops das novas gerações 


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A era da tribulação

Cor de Rosa Choque
Feministas marcham contra Agenda Trumpista



Beauvoir e a partenogênese:

"Nos fenômenos de partenogênese, o ovo virgem desenvolve-se em embrião sem intervenção do macho; este não desempenha papel algum ou apenas um papel secundário: os ovos de abelha não fecundadas subdividem-se e produzem zangãos; entre os pulgões não existem machos durante uma série de gerações, e os ovos não fecundados dão fêmeas. Reproduziu-se artificialmente a partenogênese no ouriço-do-mar, na estrela-do-mar, na rã. (...) Observações provaram que a multiplicação assexuada pode verificar-se indefinidamente, sem que se perceba nenhuma degenerescência."  (Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo, 1º vol., págs. 32/33).



   Cher + Madonna, dentre várias celebridades, "queimando sutiãs" em Washington: direito constitucional de cidadania e livre expressão

  "Marie dit à l'ange: 'Comment cela sera-t-il possible, puisque je suis vierge?" (Luc 1:34)


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V I P

A Janete Clair da Coreia do Sul 

Autora de telenovelas sul-coreanas é a grande revelação para o público latino. Com estilo romântico e moderno, Ji Eun Park assina o folhetim The Legends Of The Blue Sea, sob a talentosa direção do jovem Jin Huyk.