domingo, 23 de julho de 2017

Détente Atômica




A Era Nuclear teve início em agosto de 1945 com a destruição de Hiroshima pela bomba atômica Little Boy, que explodiu a 500 metros do solo, matando 140 mil cidadãos.

O explosivo, com 20 mil toneladas de TNT, lançado de um bombardeiro quadrimotor B-29, tinha 3 metros de comprimento, 71 centímetros de espessura e pesava quase 4,5 kilos.

A outra bomba, Fat Boy (ou Fat Man), fora lançada pouco depois em Nagasaki, caindo num vale próximo à cidade devido às condições climáticas, causando o óbito de 40.000 pessoas (inclusive por radiação cancerígena). 


Teste de bomba H no atol de Bikini, na Oceania.
  
Durante a Guerra Fria, a corrida armamentista resultou na fabricação da bomba de hidrogênio (termonuclear), 50 vezes mais potente do que aquelas lançadas sobre o Japão. 


Vítima de Napalm - Guerra do Vietnã, década de 1970.


Em 1961 a URSS experimentou a Tsar Bomb, com potência de 57 megatons (o projeto inicial previa 100 MT, mas o risco de uma tempestade radioativa devastar a Eurásia reduziu o horse-power [hp] pela metade; no final, a explosão-teste foi de 15 MT). 

A Castle Romeo, de lítio seco, produzida pelas Forças Armadas dos EUA, explodiu em 1954 nas paradisíacas Ilhas Marshall, na Oceania, com potência de 15 MT, provocando o famoso cogumelo atômico carmesim dos livros de História. 

Essa Operação Castelo causou a contaminação radiológica oceânica, dos peixes marinhos, dos ilhéus e até mesmo dos soldados estado-unidenses.

Atualmente, a força naval das grandes potências têm canhões a laser para utilizar em eventual confronto bélico (MTHEL - Mobile Tactical High Energy Laser, à base de fluoreto de deutério). 

O Pentágano desenvolve alguns tipos de lasers espaciais, que podem ser disparados de satélites - tecnicamente, para combates orbitais.  

Mas os EUA e a Rússia agora são aliados estratégicos na atual modulação geopolítica. 

Satélite equipado com raio laser espacial (art work: TRW).
 
Em 7 de julho fluente, a ONU aprovou a Resolução 71/258, que pretende a total eliminação do armamento nuclear planetário [Article 8.2] - ([http://undocs.org/A/CONF.229/2017/8],"recognizing the vital importance of the Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty and its verification regime as a core element of the nuclear disarmament and non-proliferation regime."

Convenções de 1975 e 1993 obstam a utilização de armas químicas e biológicas.

O Tratado de Banimento Nuclear obteve a votação favorável de 122 países, do Afeganistão ao Zimbabwe  (https://s3.amazonaws.com/unoda-web/wp-content/uploads/2017/07/A.Conf_.229.2017.L.3.Rev_.1.pdf; https://s3.amazonaws.com/unoda-web/wp-content/uploads/2017/07/HR-remarks-PTNW-Closing-7-July-2017.pdf).      

A sessão de ratificação está agendada para 20 de setembro próximo, com efeito juridicamente vinculante.



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Rússia/EUA - Ao seu estilo, Trump deve relativizar a crise das sanções comerciais impostas pelo Capitólio à Moscou. Ambos os líderes podem, inclusive, apresentar plano conjunto de redução do arsenal nuclear (cooptando a China e países do MENA - Middle East/North Africa). 


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Venezuela - O governo venezuelano deverá apascentar a população com um plano econômico eficaz, que debele a onda inflacionária, gere empregos e garanta a refeição na mesa do trabalhador. A nova Constituição - apesar da oposição por cobiça petrolífera - tem que assegurar o Estado Democrático de Direito.  


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EU/Iran - Agosto/2017: posse de Rouhani (2º mandato). Acordo nuclear válido para redução do arsenal persa e levantamento gradual das sanções econômicas. 

High Level Dialogue, foto de Outubro/2016. Teerã. 

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Jlem ~ Lions of Zion



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