Montreal - O sol de verão põe-se às vinte e uma horas. Às dezenove, fazemos piquenique no Monte Real, perto do Lago dos Castores, com gaivotas brancas voando pelos plátanos, esquilos brincando lepidamente nos gramados, e corvos crocitando na mata, cujas trilhas percorremos a pé. Algumas garotas jogam futebol na grama, considerado aqui esporte feminino; os homens canadenses são adeptos do hóquei. Muslims trajadas com véus islâmicos passeiam com seus filhos. Casais fazem churrasco; alguns tomam sol e leem; outros bebem champanhe nas mesas de madeira ao redor do lago. Ciclistas e praticantes de cooper passam velozes. No anfiteatro, um grupo dança, gira e roda ao som de músicas gregas, eslavas e asiáticas.
Do mirante, onde turistas fotografam e filmam a paisagem e montrealenses praticam exercícios físicos, avistamos o centro financeiro da cidade com o azulado Rio São Lourenço ao fundo.
No final, paramos para ver uma policial feminina montando um corcel negro da Cavalarie, treinando no mini-haras do posto da Polícia Montada (Guarda Municipal, cujo uniforme é azul e branco, cores da província do Québec). O cavalo é dócil, deixa-se tocar no pescoço; e depois galopa metódica e bravamente, levando a policial amazona no dorso, compondo uma cena campestre de pungente beleza.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
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