segunda-feira, 13 de julho de 2009

Ottawa

Montreal, 12.07.09 - Saímos à oeste de Montreal, mas na verdade é pelo sul, devido a inclinação topográfica da ilha. Para o estrangeiro, é quase incompreensível essa distorção cartográfica, mas o motivo é que os montrealenses criaram ruas paralelas ao curso do rio que banha a ilha. De qualquer forma, quem dirige é o meu cunhado, que pega a Rodovia Transcanadense. Após a Pont de L'Île-aux-Tourtes sobre o belo Rio São Lourenço, onde vejo um hidrovião no quintal de um chalé, chega-se à província de Ontário. Ao longo da autoestrada, coníferas (dentre elas, as exuberantes peupliers, próprias do Hemisfério Norte, similares aos eucaliptos); flores do campo; o Montée Laurentides surge à leste; placas alertam sobre o perigo dos alces cruzarem a pista à noite. Percebe-se pela sinalização da estrada que em Ontário a cultura é predominantemente inglesa, ao contrário da província do Québec, que é acentuadamente francófona. Daí que as placas dos carros trazem os lemas "Je me souviens" (no Québec) e "Yours to discover" (em Ontário). Ambas remetem à origem binacional e simbiótica do descobrimento e colonização. Os fazendeiros de Ontário estocam milho e capim em silos e galpões, durante o verão, para servir de pasto ao gado no rigoroso inverno. Há rolos de feno nos prados, agora verdejantes. As fazendas são chalés pintados em sua maioria de branco e vermelho. Margeando a estrada, próximo ao vilarejo de Brum, uma fábrica de cerâmica. Mais à frente uma placa anuncia a cidade de Ottawa, capital do país, com 785.000 habitantes.

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